Sutiãs Para Mastectomizadas Oferecem Segurança e Melhoram Auto Estima

19/08/2015

De acordo com o mastologista Gustavo Ventura, membro da Sociedade Brasileira de Mastologia, de São Paulo (SP), é parte do protocolo oferecer a colocação de prótese interna após a mastectomia, mas apenas 10% das mulheres faz o procedimento. Uma das causas é o fato da operação não ser acessível, embora exista uma lei que obriga o SUS (Sistema Único de Saúde) a oferece-la. 

 

As próteses externas se tornam, assim, uma opção para as mulheres que não querem ou não podem arcar com os custos emocionais ou financeiros de uma nova cirurgia.

 

Feitos de silicone ou outros materiais, os acessórios são acomodados no sutiã e simulam as mamas com perfeição.

 

Porém, apesar da grande demanda por próteses externas, há poucas empresas que criam soluções voltadas especialmente para elas.

 

Uma das exceções é a confecção de lingeries Darling. Ela lançou, em 2013, a linha Mastec, composta por dois sutiãs, em várias cores, com bolsos especiais para acomodar a prótese sem que ela apareça pelo decote da roupa, se mova ou caia.

 

A coleção foi criada após a empresa receber milhares de e-mails pedindo a criação de sutiãs especiais. A mobilização partiu da associação De Peito Aberto em parceria com a multinacional Change.org.

 

O valor da lingerie especial também desencoraja possíveis adeptas. A peça pode chegar a R$ 100, custo que nem todas as mulheres podem arcar. Por isso a Associação Brasileira de Apoio aos Pacientes de Câncer (Abrapac), no Rio de Janeiro (RJ), dá oficinas de como costurar uma espécie de bolso na parte interna de um sutiã comum para a prótese ser inserida.

 

Apesar da pouca oferta, outras confecções, como a Mama Amiga e Esbelt, também estão trabalhando para oferecer sutiãs e, até mesmo, roupas de banho com aberturas para prótese externa.

 

 

 

 

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