Entrevista com O Dj Andrezz

12/04/2016

 

 

 

 

 

 

Amados,  bati um papo com o queridíssimo DJ e Produtor Andrezz , um dos representantes do Drum Bass no Brasil. 

 

Pensem em um artista talentoso, humilde, carismático e que acima de tudo, ama o que faz!!

 

Ele nos conta um pouco sobre sua trajetória musical , sobre a cena eletrônica brasileira e principalmente, sobre seu amor pelo Drum Bass.

 

Confira!

 

 

 

 

 

Há quase dez anos, você faz a alegria do público “ Liquid” de plantão. Como tudo começou e de onde surgiu a ideia de produzir?

 

R: Bom, comecei muito cedo, cresci influenciado pela Soul Music, Hip Hop, MPB e Samba. Conheci a música eletrônica e o mundo da discotecagem aos 12 anos através das rádios e amigos que realizavam festas em sua cidade. Na adolescência, já participava com frequência de pequenos eventos, bares e clubs locais.

 

Mais ou menos em 2004, comecei a ser residente nas festas Liquid e 8 Ball, duas festas do estilo Drum & Bass, muito conceituadas em São Paulo.

 

Foi a partir daí, que passei a me apresentar também em festas renomadas da cena, como Marky & Friends, Movement e clubs como Lov.e, Broadway, Clash e um dos maiores festivais de música eletrônica do Brasil, o Spirit Of London, dividindo line up com artistas nacionais e internacionais como Makoto, The Invaderz, Commix, SPY e muitos outros. Isso realmente foi e é muito gratificante para mim.

 

Comecei a produzir em meados de 2010. Muitos artistas nacionais já estavam produzindo a muito mais tempo e por sinal, músicas incríveis, como aliás, estão fazendo até hoje.  Podemos ver o resultado claro disso. Hoje o Brasil tem Produtores e DJS maravilhosos, cada um conquistando seu espaço.

 

Com amor, trabalho digno e paciência, tudo que você busca acontece.

 

 

 

 

Quais foram os profissionais que o inspiraram no início?

 

R: Em relação aos DJs de Drum  Bass, sem dúvida os brasileiros Marky, Andy e Patife. Eles foram referência para mim e tenho certeza que também foram para muita gente, tanto para os artistas brasileiros como estrangeiros.

 

Sobre os produtores, com certeza os meninos do Drumagic e Xerxes. Na época que eles faziam música, eu nem sonhava em produzir, mas já os respeitava bastante, justamente porque antigamente era muito difícil ver um brasileiro indo para o estúdio produzir sua própria música. E eles merecem muito respeito por isso.

 

 

 

 

Foram muitos os lançamentos aclamados pelo público em geral. Em sua opinião, quais foram os que mais visibilizaram seu trabalho?

 

R: Tive um ótimo retorno e suporte de alguns DJS e Produtores nacionais e internacionais como Bryan Gee, LTJ Bukem, Makoto, Fábio, Grooverider e em rádios internacionais como BBC Radio 1, Ministry Of Sound ,entre outras.

 

O resultado maior, foi com meu primeiro EP chamado "Resistence EP" pela Liquid V, selo de Bryan Gee , onde tenho uma música em parceria com meu brother DJ Chap e a "Bring Me Back" que está no primeiro álbum da Innerground, selo de DJ Marky. Realmente fiquei e estou muito feliz com esses trabalhos e é claro continuo produzindo e não pretendo parar tão cedo.

 

Sinceramente, tenho muito a aprender com produção musical, realmente não é fácil, justamente porque não funciona de qualquer jeito, pelo menos comigo, (risos). Para fluir, tenho que ter algum motivo para produzir, as vezes estou emotivo ou até mesmo com raiva (risos). Na pista, o público parece perceber o sentimento injetado na música e o resultado é sempre positivo.

 

 

 

 

Você se apresentou em diversos eventos nacionais e internacionais. Conte um pouco sobre esses trabalhos.

 

R: Eu tive a oportunidade de me apresentar na Argentina, na festa Revolt, +160 de Bad Boy Orange, no Chile na festa Rewind de DJ The Ego e na Inglaterra onde mostrei além do Drum Bass, um set diferenciado voltado a Soul Music, Hip Hop e Brasilidades.

 

Olha, realmente todos foram incríveis, foram ótimas experiências e espero que todos tenham essa oportunidade um dia.

Atualmente, acredito que é mais difícil tocar fora do Brasil se você é somente um DJ, sinceramente é quase uma obrigação ser DJ e Produtor, pois é muito gratificante ter oportunidade de divulgar suas próprias criações.

 

 

 

 

Qual foi o momento mais emocionante e o mais decepcionante, em toda a sua trajetória?

 

R: Nossa, tive muitos momentos emocionantes e incríveis em diversas festas e grandes clubes, mas me sinto extremamente feliz quando realizo festas em Mauá, em especial a “Blackminds”, junto aos meus amigos e parceiros L-Side e Dj Chap. Sinto-me em casa! (risos).

 

Sem dúvida, todo DJ já passou por momentos estressantes em geral, em relação a festas. Por exemplo, é necessário montar e testar todo o sistema de som e ainda por muitas vezes fazer o papel do Promoter com a divulgação do evento. Hoje em dia, é muito difícil encontrar um bom Promoter. Todo esse sacrifício faz parte da trajetória de um bom profissional que deseja criar raízes para futuramente ter seu reconhecimento. “Tem que pôr a mão na massa”, caso contrário, não tem graça (risos).

 

 

 

 

Em sua opinião, um DJ ou Produtor consegue se manter financeiramente como músico no Brasil?

 

R: Depende do que você toca ou produz. Músicas Pop e comerciais, no Brasil tem mais visibilidade. Isso todo mundo já sabe e não é meu caso.

O Drum Bass não se encaixa ao Pop comercial. Claro, já foi muito conhecido no Brasil, porém tudo que é moda, não dura no país.

 Não estou dizendo que não existe mais o Drum Bass. Para ser bem sincero, eu nunca vi tantos DJS e Produtores maravilhosos de Drum Bass, como vejo atualmente. É fantástico.

 

Enfim, é difícil se manter financeiramente como músico no Brasil.

 

 

 

 

A Cena Drum Bass é mais reconhecida nacionalmente ou internacionalmente? Se sim, o que falta para melhorar?

 

R: No meu ponto de vista, é reconhecida mais internacionalmente, mas atualmente, muitos gringos estão de olho nos artistas de Drum and Bass brasileiros e a história vem se modificando.

 

Muitos vem assinando suas músicas com Labels internacionais super importantes, já se apresentam fora do Brasil com frequência e tudo isso só tende a melhorar.

 

As portas se abriram por que muitos artistas não estão mais esperando a oportunidade bater á porta. A grande maioria acordou, e está trabalhando duro, com vontade, com amor e fé.

 

Com esses ingredientes importantes, não tem como o resultado ser diferente, é sucesso é garantido.

 

 

 

Gostaria de prestar agradecimentos ao público e aos parceiros que acompanham o trabalho e fizeram ou fazem parte da sua carreira?

 

 R: Meu maior agradecimento, é e sempre será ao público! Sem ele o que seria de nós?

 

É difícil citar o nome de todos que fizeram e fazem parte da minha carreira, pois conheci pessoas maravilhosas nessa jornada.

 

Agradeço também a todos que acreditam em meu trabalho, que prestigiam minhas festas, que gostam das minhas músicas e meus parceiros mais próximos que são: L-Side, Chap e Dans, pois sem a forca e empenho desses caras, a nossa festa Blackminds não estaria como está hoje e graças a Deus com força total.

 

 

 

 

 

 

                                                                                                  Será que o " Cabra Arrebenta"?  É com você DJ Andrezz!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                       Confira fotos de algumas apresentações !

 

 

 

 

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