Entrevista com Márcio Diamantino - DJ Sub

05/11/2016

 

 

Márcio Diamantino , mais conhecido como DJ Sub, é um dos techneiros de plantão que só de pisar na cabine, a galera grita e quando ele toca , entra no clima e põe a pista abaixo , levando todos  ao verdadeiro êxtase com seu set totalmente eletrizante e pesado!

 

Welcome, querido Sub!

 

 

 

 

Há anos você vem se dedicando ao Techno, que é sua verdadeira paixão. Quando você iniciou seus trabalhos como DJ e qual era seu estilo musical antes do Techno?

 

R: Eu comecei entre 1989 e 1990, através de meu Tio, o DJ Moiséis que inclusive toca até hoje na Muvuca em Jandira, festa dedicada ao Samba Rock e Charm.

 

Na época ele trabalhava numa empresa de Sonorização e também de publicidade móvel.

Um dia ele foi em minha casa e me pegou ouvindo os discos do meu finado pai -  Ray Conniff,Jorge Ben, Creedence, Commodores e por ai vai.

 

Foi então que ele me  levou para conhecer o aparato dele, fiquei de cara com tanto disco, os paredões de caixas alto falante, potência e equalizadores e é claro os toca discos e o mixer. Não Foi uma tarefa fácil aprender a mixar, mas aprendi após uns meses, ele também ensinou dois primos meus,mas o vírus musical pegou mais forte em mim (risos).

 

 Aos poucos fui pegando a manha, até que tive oportunidade de fazer uma seleção de Slow set num baile black onde moro (Barueri) e aí fui ganhando espaço tocando, Hip Hop, Charm, R&B , as melodias e Samba Rock.

 

 Depois desse período, passei a conhecer melhor a Dance Music graças ao trabalho das rádios da época. Em 1995 conheci o Jungle, House e Techno através da Metro FM e o programa Sound Factory apresentado pelo Julião,Marky  e o Oswaldo.

 

Eram os grandes mestres! Claro que peguei o endereço, fui lá em Pinheiros conhecer como funcionava isso tudo e o resto é história até hoje.

 

 

 

Você teve a oportunidade de mostrar seu trabalho nas casas mais undergrounds de SP em uma época histórica do cenário eletrônico. Que lugares você tocou e que deixaram saudades?

 

R: Tenho um respeito muito grande pelas casas que frequentei como público, pude assistir as  aulas de discotecagem na Sound Factory Penha e Pinheiros, Espaço Nation, Fly disco Club, Drinks e Mesma Direção de Barueri, Cobraseixos,Clube da cidade e Rhapsody de Osasco.

 

Como profissional, sem dúvidas o Susi in Transe,foi um club muito importante, no qual  trabalhei mais a pista e conheci mais a fundo o Techno, sempre apoiado pelos Djs Julião, Enrico e Miguel. Tenho um carinho muito grande pelo Club A Loca, pelo fato de ter tocado pela primeira vez a convite de Dois grandes amigos e professores: Ana e David A.k.a PET Duo no aniversário do David em 2003 junto com Gleen Wilson, um dos magos do Hard Techno na época.Essa apresentação me ajudou a abrir portas para outros clubes futuramente.

 

No Lov.e, eu tocava exporadicamente e podia tocar para um publico mais diferenciado e surgiam inúmeros convites para as festas dos Núcleos: Technopride, Techno Resistance e Techno Route, nos quais já tinha um publico fiel ao Techno pesado.

 

 

 

Sobre os festivais, foram inúmeras apresentações nos Mega eventos de Techno. Quais foram os principais e que você jamais esperava um dia participar?

 

R: O Principal foi a Circuito que em parceria com o Núcleo Technopride, fizeram a Hard Fest no lago com Marco Remus e Viper XXL, além dos parças: Invoke Duo,Eduardo M e Murphy.

 

Foi épica e não tava esperando! A sensação de tocar numa festa desse porte não tem descrição.

 

 

 

Sabemos que muitos artistas não tem oportunidade de tocarem em grandes eventos e principalmente, de viverem financeiramente da música, mesmo dedicando-se ao máximo. O que significa para você fazer parte do circuito de Techno há tanto tempo e em sua opinião, o que falta para que os DJs consigam atingir o mesmo patamar?

 

R: Ainda é dificil. Trabalho em outra área (fora da música) para me manter financeiramente.

Com o  tempo que resta, resolvo assuntos familiares do dia - a - dia e no final da noite sim, me dedico á musica.

 

É ótimo ser reconhecido em alguns locais que você vai pelo que você toca.

 

Na minha opinião, falta um pouco mais de reconhecimento e investimentos na área musical, por conta dos contratantes. Não é fácil o DJ se manter ou tentar comprar seus equipamentos e materiais recebendo um cachê que acaba só cobrindo os custos com o transporte.

 

Infelizmente, funciona assim. O correto, seria que as pessoas reconhecessem o trabalho , pagassem um valor fixo que cobrisse as despesas gerais, entre transporte.

 

 

 

Sobre as parcerias e os Projetos (Duos), com o Fábio F você formou o Subfrequency e com o DJ Tiago Souz o Duo Double Tech. Fale um pouco sobre essas parcerias.

 

R: O Subfrequency é um projeto meu e do Fábio F, destinado ao Breakbeat, vertente na qual costumo me apresentar paralelamente ao Techno. Lançamos um remix pelo selo Anarchy in the Funk .Saiu no Phat Breaks EP, Phat Breaks que é um núcleo destinado ás batidas quebradas, na qual faço parte junto com os Djs Fabio F, Lika marques, Vaz, Brown e por aí vai.

 

O Double Tech Djz, surgiu numa das edições da Fervo na época na MONO CLUB,eu ia tocar sozinho fazendo o warm up, mas resolvi convidar o Tiago para tocar,pois já  conhecia seu som. A resposta do publico presente foi a melhor, decidimos em uma reunião durante a semana criar o Double Tech Djz.

 

Nossos sets são exclusivamente de Techno e Dark Techno no formato B2b por enquanto, mas em breve estaremos discotecando em 4 decks.

 

 

 

Quais os demais projetos no qual você tem se dedicado atualmente?

 

R: Atualmente participo com o Nil, (proprietário do Terraço Clube - da Sonora rave in door), da festa que tem dado o que  falar, pois foi feita em 3 pistas destinadas ao Flash Back, Techno e underground e Tech House Minimal.Uma grande mistura de público em três ambientes.

 

 A Reaction, volta agora com força total. É destinada ao Hard Techno, Funk e Acid Techno.

 

Vamos fazer algumas edições dessa festa Rotativa em alguns pontos da cidade de SP e quem sabe outros locais.

 

Boom Black – Festa na qual sou residente junto com os manos Deivinho Anderson e Claudinho e é voltado ao Techno pesado.

 

 

 

Gostaria de deixar uma mensagem a alguém em especial ou ao público que acompanha seu trabalho desde o início?

 

R: Agradeço á você Debby, pela oportunidade e ao público que prestigia meu trabalho.

 

 

 

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APRESENTAÇÃO NA TECHNO RESISTANCE COM PET DUO - EDIÇÃO 2010

 

 

 

APRESENTAÇÃO NA TECHNO ROUTE

 

 

 

 

APRESENTAÇÃO NA A LOCA

 

 

 

 

TECHNO RESISTANCE NO QUARK CLUB

 

 

 

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