Entrevista com o Dj e Produtor Jeferson Ciarvi - Human Robot

12/11/2016

 
O DJ e Produtor Jeferson Ciarvi, é um dos artistas  que  mais tem se destacado no Brasil e em vários países, pelo seu profissionalismo e seriedade em tudo o que faz.
Ele realizou diversos trabalhos com DJs renomados, fez parte de projetos e festas épicas da cena eletrônica  e nos conta tudo sobre seu início musical até os dias de hoje.
 
Welcome, Jeferson Ciarvi!
 
 
 
 
 
Como iniciaram seus trabalhos como DJ no cenário da E- Music, de um modo geral?

 

R: Bem,vamos lá! Primeiro, quero agradecer à você por esta oportunidade incrível que você está me dando, pois, é muito bom saber que depois de tanto tempo perseverando na noite e na música, verdadeiramente agora as pessoas se interessam de fato pelo meu trabalho como um todo, isso é uma grande honra e satisfação pra mim, que consegui até mesmo ultrapassar as fronteiras do meu país e hoje posso dizer que sou feliz com o momento que estou vivendo com o crescimento da minha carreira aqui e lá fora. Mas não foi fácil chegar até aqui, fui DJ pelego, moleque , não pensava que poderia ser realmente um profissional, mesmo quando minha carreira iniciou em um Club de renome, eu ainda não sentia que isso viria a acontecer, ouvia muita música em casa, comprava discos nas galerias e lojas de SP como Discomania (do qual tenho discos raros com carimbo do acervo da Sound Factory Pinheiros, graças ao Dabolina e Gu Souza (Techno Records) que sempre me passavam coisas lindas.

 

Gastei muito, até o que eu não tinha, tinha altos e baixos, tocava com os amigos de adolescência, ia em festas alternativas, fazia algumas festas próprias, umas boas, outras nem tanto. Depois de um tempo aprendi a produzir na época do boom digital e não parei.

 

Sou da geração que viu tudo isso no auge aqui em SP e no Brasil, nas décadas de 80, 90 e 2000,o que incendiou tudo isso mesmo aqui,foi quando o Hell's Club (Pil Marques e Mau Mau) de fato trouxeram o conceito de after-hours pro país, tocando Techno e minimal sem parar na sua cabeça como uma metralhadora até as 11h ou 12h00 hs do dia seguinte. Isso em 1995 aproximadamente, era algo impensável por aqui, cresci nesse ambiente, doutrinado por Mau-Mau, Alfred, Renato Lopes, os UM.s, Pet Duo, Paula Chalup, Cohen, Erik caramelo e tantos outros que a lista não caberia no espaço.

 

Lembro até mesmo de uma apresentação histórica no Hell's mas que muitos não comentam, mas foi uma aula pra mim, o dia em que o Mike Deaborn pisou ali naquela cabine, não só ele como o Lendário Laurent Garnier e Stuart Mcmillan do Slam (na épica noite da batida policial).

 

Bom, vivi muito tudo isso, peguei o começo das raves, circuitos, Club Base, A Loca (wiked), U-turn, etc.

 

Fiquei muito tempo sem grana, frustrei-me em amores que impactavam na minha carreira profissional, morando ali, morando aqui, trabalhando em trampos legais, hora sub-empregos, fui e voltei, morei só, com amigos, e enfim, estou de volta na minha quebrada (risos).

 

Agora estou focado e dedicando-me  24 horas somente á música com muita determinação e colocando isso em primeiro lugar antes de qualquer outro sonho que eu já tive.

 

O marco zero mesmo veio em 1998, graças aos amigos e ao promoter na época visionário "Oscar Bueno"(que sua história daria um livro fantástico, dispensa comentários, amigo e querido, tamanha gratidão que eu tenho por ter tido a dádiva de tê-lo conhecido) e seu projeto "Technova" que na era inovador e diferente naquele momento, apresentando novos talentos em uma noite em que o DJ residente era ninguém menos que o DJ Mau-Mau.

 

Eu ia bastante em outras festas do Oscar Também, então quando surgiu o Technova, vi que poderia tentar e entreguei um CD para ele, não deu outra, ele ouviu meu set e resolveu me dar a chance de tocar  em algumas das primeiras noites do projeto Technova, antes de ter a curadoria da Eliana Iwasa que continuou sabiamente sua missão. Esse projeto e essa iniciativa, que deveria rolar até hoje, por parte dos promoters, festas, festivais e afins, é um exemplo a ser seguido, principalmente no cenário atual de Sampa, pois a roda precisa girar, não é???

Quero ressaltar aqui que foi tão bacana essa iniciativa e a proposta que o projeto tinha de dar essa abertura para os novos DJs que o "On Speed" Magazine acabou fazendo uma foto histórica com alguns DJ's na porta do Lov. E Club, e essa foto saiu em uma matéria exclusiva sobre a Noite Technova (na Foto tinham algumas figuras carimbados: eu, na época ( Jeff Space - meu primeiro pseudo), Peter -X ( Peddro), Mr. Gil, Thiel, Hubert, Tecjun, Leandro Bionic, Jac Junior, entre outros). Se isso não funcionasse, acho que eu não estaria aqui pra falar viu. "SP"...porque foi a partir disso que tive minhas primeiras oportunidades de tocar profissionalmente em outros clubs e festas daquela época trilhando meu caminho até aqui.

 

Fica a dica pra galera: apoiem, criem oportunidades, elogiem, incentivem, acreditem, mas acima de tudo compartilhem a boa música e muitos outros profissionais que estão ai pra mostrar seu trabalho seja Live PA ou Djs, Músicos ou o que for.

 

 

 

Quais foram os lugares por onde você passou, que fizeram história em sua carreira?

 

R: A lista das festas, Clubs e pessoas com quem toquei é grande, não dá pra falar tudo, mas os que marcaram, certamente, foram o Lov.E Club, O Stereo Club (Local onde hoje funciona o D-Edge), O Club A Lôca, o meu projeto Elektrico, entre outros, além de festas que rolavam por ai. Atualmente, posso dizer que sou um privilegiado por ter tocado em festas bem bacanas em São Paulo nestes últimos anos como a Clan.dancestina(que tenho uma certa frequência de apresentações), a festa "Jaca", dos respeitadíssimos DJs e queridos, Guedes Jaca e Luiz Dukkah, sem dúvida a Jaca é uma das pistinhas mais bacanas que rolam por aqui na nossa cidade, o "Vai ter After Depois", projeto do ícone do underground paulistano DJ Julião, que me presenteou com um convite pra tocar na data do meu aniversário (Obrigado Ju, não tem como esquecer isso..rsrs), a Fantástica e Colorida "Quitanda" festa llinda e amiga dos notáveis Rafael Moura, Le Calve e Amanda Mussi e que dispensa apresentações...e claro a incrível e incomparável "Mamba Negra" edição Kolokda com Save The Cosmus e Andreas Ferlin (Itália) que foi algo impressionante. Agora estou prestes a embarcar pra Manaus onde vou tocar como DJ e fazer um Live PA exclusivo no projeto mais underground e inovador da cidade o "House State" que tem a curadoria dos DJ's Julio Rasec e Iann Wenery, com certeza vai ficar para a história.

 

 

 

Em que momento você achou que deveria dedicar-se ás suas próprias tracks e como foi?

 

R: Eu comecei a produzir a partir de 2005 mais ou menos, quando alguns amigos brincavam de fazer música em um programa de playstation , logo que vi aquilo achei bacana e comecei a ter contato com alguns softwares de produção, inicialmente o Fruitloops, aprendi um pouco do Ableton mas me indentifiquei mesmo com o Reason e uso ele inclusive para fazer Live.

 

O que era mais bacana nisso tudo, e claro um diferencial importante na época e até hoje, é ser produtor, além de ser DJ, e ter  a possibilidade de tocar a própria música em um set ou vê- la ser tocada por ai, ter distribuição digital e a visibilidade que temos hoje em que num piscar de olhos todos tem acesso a informação pela internet. Isso no começo não era tão simples quando não tinhamos muito avanço e nem labels digitais brasileiros que incentivavam esse tipo de produção, o trabalho era independente em CDrs e mais tarde as maneiras como conhecemos hoje: Beatport, Netlabels, enfim...inclusive os meus primeiros trabalhos foram publicados pelo Tranzmitter Netlabel, que hoje atua também como Tranzmitter Records, mas ainda mantém a plataforma gratuita de distribuição para incentivar novos produtores e fazer circular mais rapidamente a música sem a burocracia das lojas, ou seja, música boa e de qualidade e de graça. Nesta época surgia então meu projeto como produtor "Human Robot" que foi chamando a atenção pela primeira vez dos DJs e mídia Brasileira no qual cheguei até ser convidado para dar uma entrevista ao DJ Renato Lopes na então extinta Rádio Smartbiz, que tinha uma lista de programas memoráveis. Renato Lopes foi uma das primeiras pessoas que me incentivou e conheceu meu trabalho de produção, me levando à sério, sem contar tantas outras coisas que me ajudou, um amigo e grande parceiro e professor sempre.

 

 

 

Como produtor, você realizou remix de produções de diversos parceiros da cena eletrônica, em especial, algumas tracks do Top DJ Nuta Cookier. Fale um pouco sobre todos esses trabalhos.
 

R: Sim, eu tive o privilégio de remixar alguns produtores brasileiros e internacionais e também de ter músicas minhas remixadas por importantes nomes da cena eletrônica mundial como a Lenda Gigi Galaxy de Detroit (Gary A. Martin) do label Teknotika Records. Este com certeza foi um dos trabalhos mais importantes da minha vida.

 

Tudo começou com um primeiro EP que fiz e que eu queria muito lançar de verdade nas lojas, então mandei para um label Brasileiro que recusou o trabalho (não vou mencionar o nome...) mas mesmo triste, não desisti e como o Tranzmitter já possuia na época a plataforma "Records" e eu já tinha trabalhos pelo label, resolvi então enviar para eles e o "Tranzmitter Records" transformou de verdade meu disco no que seria o meu primeiro lançamento "em venda nas "lojas digitais" de verdade, um ponta pé inicial e uma avalanche de likes na sequencia, que começaram com um comentário simples feito por ninguém nada mais nada menos que "Renie Foster" ( Detroit/Vancouver), da noite pro dia depois daquilo, meu mundo virou, fiquei sem dormir uns 3 dias falando com gente do Brasil e do Mundo todo, recebendo muitos elogios e um incentivo que mais tarde deu Origem ao "The Amazing World of the Machines - Remixes EP" que ganhou o remix de Gigi Galaxy como falei, além de outros pesos nacionais e internacionais como DJ Mau-Mau, Franco Junior, Steve Caine, Don Mwakio, Vector Commander(Alex Strunz),  Speed Soda ( Mr. Gil ), Adriano Haveck, Yallah Fingah, etc...Tamanho foi o retorno que começei a ser convidado por outros artistas para fazer remixes, entre eles o maestro Manuel Costela do label espanhol Bucktround, fiz também uma versão remix de uma música chamada "Silent War" da cantora  Lauren Yvonne, além de outros projetos com o meu parceiro no Mona Records, Sérgio Slop e claro meu amigo Nuta Cookier, que possui um label importante para o nosso mercado brasileiro com projeção Mundial o Future Scope Recordings e um programa dedicado a música eletrônica com entrevistas e muita música o FullMix pela web na "All TV".

 

 

Você faz você faz parte de um Selo importante há um bom tempo e no momento tem feito parte de muitos outros. Pelo visto, trabalho é o que não falta (risos). Como tudo aconteceu?

 

R: Pois, é, hoje o que mais tem é proposta de trabalho, muitos selos bacanas, alguns grandes, outros nem tanto, outros diferentes, mas sempre tem bastante coisa pra fazer e eu gosto de fazer trabalhos diferentes assim, gosto de desafios e de transitar em várias atmosferas e linhas musicais sem perder a essência e a referência do meu mundo. Tive o privilégio de ter meu trabalho publicado no Brasil por outros labels legais como O 13z Records de curadoria de Bredes Fernando, além do Kieso Music, Cock Pitch, Soul Áudio ( dos incríveis Erika e Vagner Atary) Válvula Records (do gigante Phabian Edward e Rafael Lopes a.k.a. Afrozoid) e também um dos mais importantes do nosso país o "Paunchy Cat" que me rendeu dois discos incríveis o The Adbvanced Forces of Evolution" e o Elektra Ep" que tiveram suas faixas publicadas em coletâneas internacionais na Alemanha e na Itália, entre outros trabalhos que consegui emplacar lá fora por labels como Shark Music e Myriad (Ivan Nassini e Roby Zico) na Itália, na Espanha pelo "Mona Records" label do qual juntamente com o Sérgio Slop somos os representantes oficiais no Brasil e em SP, êxito obtido graças ao sucesso do meu disco "The Quantum ElemenT" que teve remixes assinados por Manuel Costela e Haveck que foram o diferencial.

 

 

 

Muitos artistas reclamam sobre a falta de visibilidade do trabalho deles nas festas e projetos renomados. Você concorda com essa afirmação? O que acha que deveria mudar em relação a esses acontecimentos?
 

R: Infelizmente, isso é uma dura e triste realidade, o que eu não consigo entender é se as pessoas fingem realmente que está tudo bem e ficam caladas sobre isso.

 

A noite paulistana infelizmente tem muito monopólio (panelinha), enfim, isso tem em todo lugar, mas acho que no atual momento que estamos com o número de festas crescentes uma engolindo a outra todos os finais de semana, os organizadores não tem tempo pra ver que o publico além de artistas renomados, anseia por coisas mais novas.

 

Mencionei  sobre a visão que o Oscar Bueno teve com o Technova, algo que deu certo e que deveria ser seguido a risca pelos gigantes por aqui, funcionando como vitrine e caça talentos, as festas poderiam ser mais rotativas ter mais variedades nas atrações, o que valorizaria a música num todo e faria esse intercâmbio entre artistas mais renomados e os que estão chegando por aqui, mas os que realmente tem talento pra seguir, tem que ter um filtro pra não virar bagunça (lógico), mas abrir esse leque seria fundamental para crescermos ainda mais e avançarmos na produção de festas e músicas no Brasil.

 

Algumas festas já estão começando a ter esse pensamento como desde sempre fez a Clan.dancestina (dos queridos Eric Frizzo Jonsson e Arjana Vrhovack a.k.a. Clanduo), a Jaca, Quitanda, Sintese (Mario Nutty), Mamba Negra e Capslook e ODD...que são duas festas que ainda não passei mas espero ser convidado algum dia...

 

 

Atualmente, quais os trabalhos que você está envolvido?

 

R: Estou fazendo todos os meus projetos que sairão no primeiro semestre de 2017 e finalizando o planejamento do que eu fiz em 2016...entre eles a criação de um novo label (que ainda não posso falar), oficialização do Graviola Recordings com meus amigos Mario Nutty e Ready-Made(Eric Frizzo Jonsson), estou também fazendo curadoria junto com o Nuta Cookier para um outro projeto especial que é uma compilação com Vários Artistas chamada Timeless Sounds que sai em dois volumes no ano que veem, pelo Label Future Scope, que é um projeto ousado tem cerca de 35 artistas entre Brasil, Espanha, Portugal, Alemanha, Áustria, Romênia, Inglaterra, Argentina, Mexico, Singapura etc.

 

 Estou fazendo também o direcionamento artístico do label que era então de Campo Grande o "MS Music Records" do Mark MS que passou o bastão para que eu cuidasse de todo o funcionamento do label e estabelecer seu novo QG em SP. captando artistas novos e renomados para fazerem discos e remixes para o Label. E Claro a minha representação do Mona Crew Brazil com o Slop sob a gestão do nosso mentor Juan Carrasco Lopes ( a.k.a. Daytona Team) DJ, Produtor e fundador do label Mona Records Spain que tem representações em diversos países do mundo.

 

Estou com alguns lançamentos que virão em breve que contam com remix de um dos membros mais ativos e importantes do label, o espanhol Robert Kraust (Kraust Sonido) que traz também um remix do Slop e com certeza será um lançamento emblemático.

 

Fora isso, tenho dois discos na Ucrânia, um sairá o Hardware Life pelo Ilisho Records UA e em breve o Strange Earth que sai pelo Tara Music Records.

 

Estou trabalhando em discos para o Voyeur Music, 2phonic Records, Primitive State, Zoowork Music, Tranzmitter Records ( outro album gigante chamado "The Machine Rises" que traz o australiano Rob Zile no remix principal), e outros e outros trabalhos.

 

 

 

Gostaria de deixar uma mensagem a alguém em especial ou ao público que acompanha seu trabalho desde o início?

 

R: Para quem está começando ,não tenha medo ou vergonha de mostrar sua música e não desista  nos primeiros "Nãos" que ouvir.

 

Não ache que precisa ter o melhor equipamento do mundo pra fazer seu som.De maneira simples e com pouco investimento, você já consegue fazer algo bacana e profissional, mas tem que mesmo dar a cara a tapa independente das críticas, senão será sempre um livro fechado na prateleira. Acredite em você!

 

Eu procuro optar por equipamentos que tenham uma excelente relação > marca>qualidade>custo>mobilidade e transporte>resultado esperado.

 

Faço meus Lives para que as pessoas consumam minha música e comprem ou ouçam nas lojas e stremings, e não para que o público volte com uma interrogação na testa depois do show. Faço isso para as pessoas terem referência do que estou tocando e encontrem o que mais lhe agrada ou que os DJs possam tocar as musicas que faço. Tudo está linkado de maneira que minhas performances ao vivo são as músicas que estão sendo lançadas e outras inéditas adaptadas para o formato Live, mas que podem ser adquiridas e apreciadas normalmente.

 

Nada contra quem faz Live PA só de improvisos, arte é arte só não se discutem seus méritos e métodos e esses são os meus.

 

E finalizando eu só tenho que agradecer á vc Debby, novamente por esse bate papo e todo esse carinho e respeito que o público está me dando no Brasil e lá fora e as oportunidades que estão surgindo logo a frente, agradecer também ao universo maravilhoso que direciona divinamente meu trabalho de modo a elevar as pessoas e transmitir somente coisas boas através do que eu toco e produzo.

 

Agradeço á  todos os labels que eu faço parte, os que eu apoio e dou suporte e que me dão suporte também, agradeço por todos os promos e músicas de amigos e produtores em todos os graus de evolução que eu recebo, eu sempre extraio o melhor disso, e deixar aqui muita paz, alegria e música boa pra todo mundo,compartilhando o bem e jamais esquecendo de quem somos e onde queremos chegar sem jamais desisitir dos nossos sonhos.

 

 

 

E pra quem quiser me contactar pra Gigs só falar com a Beats Room Booking que é uma agencia nova bacana de Sampa que aposta num casting novo e diferenciado , dá um alô pra eles, façam suas propostas que com certeza será algo interessante pra que possa rolar mais apresentações do Human Robot como Live PA e DJs sets.

 

Booking:melsisla.booking@gmail.com / beatsroomagency@gmail.com Mais: www.residentadvisor.net/dj/humanrobot 

 

 

Obrigado!

 

 

 

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Kraust Sonido - Fire of the World (Human Robot ( Jeferson Ciarvi) Remix)

 

 

 

Human Robot - Artificial Inteligences (Original Mix)

 

 

Human Robot Metropolis

 

 

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