Gil Gomes, ícone do jornalismo policial,deixa a vida para entrar para a história

21/10/2018

 

No ano de 2018, o jornalismo brasileiro ficou mais triste, perdendo três ícones importantes da comunicação radiofônica e televisiva.  

 

Em abril (16), um dos maiores nomes do rádio nacional, o radialista Paulo Barbosa, nos deixou aos 73 anos, vítima de um infarto fulminante, Zé Bettio, que alegrava com maestria o início das manhãs nos anos 80 e 90, faleceu em agosto (27), aos 92 anos, enquanto dormia, e Gil Gomes, advogado e ícone do jornalismo policial, deixa a vida para entrar para a história em outubro (16), aos 78 anos.

 

Ele, que sofria há mais de dez anos de Mal de Parkinson, se encontrava muito debilitado nos últimos tempos, em decorrência da doença e de complicações causadas pela forte medicação para o tratamento.

 

Em entrevista, a filha Vilma Gil Gomes relatou: "- Ele quebrou o ombro deitado na cama e também teve o fígado lesionado, tudo isso aconteceu  por conta da forte medicação que tomava. Nos últimos dias, já fragilizado, ele ficou doze dias no Hospital Beneficiência Portuguesa, para tratamento completo de fortalecimento, ele saiu do hospital, eu o trouxe para casa, montei um Home Care para seus cuidados, mas ele não conseguiu se restabelecer, após uma semana voltou ao hospital e faleceu no dia seguinte.

 

Ele partiu em paz, tranquilo e amado, sempre muito bem amparado pela família, que estava toda reunida, assim como seus amigos também!"

 

A rede brasileira de rádio e televisão, lamentou a perda irreparável do jornalista. Os comunicadores e colegas de profissão de diversas emissoras pelas quais ele passou, os artistas que fizeram parte de sua trajetória de um modo geral, os torcedores da Lusa - Leões da Fabulosa (seu time do coração), ficaram inconsoláveis com sua morte, deixaram muitas mensagens nas redes sociais, prestaram suas condolências á família e estiveram presentes no velório, que aconteceu na capela Obelisco, do Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo e também no enterro, no Cemitério Memorial Vertical de Guarulhos, para prestarem a última homenagem.

 

No Twitter, o presidente da república, Michel Temer (MDB), disse que "seu estilo único e carismático, marcou para sempre o jornalismo brasileiro".

 

Gil, deixa quatro filhos, nove netos e uma legião de fãs pelo Brasil. Ele saiu de cena para entrar para a história da comunicação!

 

 

                                         Velório na Capela Obelisco, com a presença da família, amigos e torcedores da Lusa (Leões da Fabulosa)

 

 

Nascido em 1940, no bairro da Móoca, em São Paulo, Gil iniciou sua carreira jornalística aos 18 anos de idade, como locutor esportivo e  não se interessava por cobertura de crimes, disse em entrevista á Folha de São Paulo em 2008.

 

Após passar por rádios regionais, foi em 1968, na Rádio Marconi, que ele iniciou coberturas com temas variados, mas que em decorrência a um crime de abuso sexual, que acontecia no prédio em que trabalhava, ele destacou-se, entrevistando ao vivo todos os presentes no local, fazendo com que o programa batesse recorde de audiência. Á partir de então, dedicou sua vida noticiando crimes, destacando-se pela narrativa e voz marcante, usando camisas coloridas e fazendo gestos com a mão direita empunhando o microfone e a esquerda gesticulando em horizontal, como se alisasse o pelo de um cão, no qual para sempre ficou marcado e caiu no gosto dos imitadores e grandes humoristas.

 

Em 1991, surgia o Aqui Agora, no SBT. Era um jornalismo popular, onde juntamente com Sônia Abraão, Celso Russomano, Jacinto Figueira e Wagner Montes, ele compunha o quadro de jornalistas realizando cobertura de crimes e notícias do cotidiano. Na época, o jornal foi sucesso absoluto, transmitido em duas sessões diárias, mas com o passar do tempo, perdeu audiência e encerrou em 1997.

 

Em 1998, foi repórter do programa Mulheres, transmitido pela Gazeta, em 1999 ele foi convidado para fazer parte da Escolinha do Barulho, da Record, em 2004/05, foi repórter do programa Repórter Cidadão da Rede TV, após esse período, devido aos problemas de saúde causado pelo Parkinson, ele afastou-se da mídia. Em 2014, concedeu uma entrevista memorável ao apresentador Geraldo Luis, para o programa Domingo Show, transmitido pela Record, para relembrar sua trajetória e somente em 2016 retomou suas atividades como repórter para a TV Ultrafarma.
 

Você, assim como eu,  era um dos inconformados com a criminalidade no Brasil e desempenhou sua função da melhor forma possível, sempre á favor dos menos favorecidos e indefesos. Vá em paz, você jamais será esquecido! (Debby Mian)

 

 

                                                              Eli Correia homenageia Gil Gomes no Programa Que Saudade de você

 

 

 

 

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