Sofrer com violência obstétrica ainda é um dos maiores temores entre as gestantes brasileiras

08/10/2019

 Imagem: Mídia Ninja

 

Muitas mulheres sonham com a maternidade, porém, o medo do parto e suas consequências, se mal conduzido, tem se tornado a maior preocupação entre as gestantes durante a gravidez.

 

A violência obstétrica pode atingir a parturiente em diversas formas, uma delas é no atendimento ou na falta dele, a agressividade oral e descaso dos médicos e enfermeiros às mulheres no ato do parto. Uma das queixas mais frequentes entre a maioria é a do momento da contração, onde a dor é intensa, o sofrimento é constante e nem sempre é possível contar com a boa vontade e paciência da equipe médica, que por muitas vezes considera exagero por parte da paciente em questão, dizendo que no momento da concepção não houve reclamação.

 

Negligência médica e a má escolha do parto no momento de dar á luz, podem resultar em traumas emocionais, psicológicos e ginecológicos complicadíssimos, colocando inclusive em risco a vida da paciente e até mesmo da criança. A episiotomia (corte feito na região do ânus e da vagina) é um dos procedimentos mais preocupantes e nem sempre tem indicação médica. O mesmo acontece com a chamada Manobra de Kristeller (pressão no útero para a saída da criança), que é contraindicado pelo Ministério da Saúde.

 

Mesmo asseguradas pela lei Federal n°11.108, de 07 de abril de 2005, um  considerável índice de mulheres não puderam contar com a presença de um acompanhante durante o procedimento médico.

 

Uma das histórias de violência obstetrícia mais comum é a verbal, além da física. Segundo o site El País, a esterilização entre as mulheres peruanas no governo Fujimori, foi forçada. Em especial as campesinas e indígenas, que acreditavam fazer parte de um programa de planejamento familiar, mas na verdade, o foco do governo era reduzir a pobreza proibindo-as de ter filhos.

 

O Ministério da Saúde discorda que as complicações decorrentes durante o momento do parto seja de forma proposital ou negligente. O termo violência obstétrica, foi proibido pelo Ministério da Saúde, em 03 de maio, sofrendo inúmeras críticas e muita pressão de organizações em defesa dos direitos das mulheres, que defendem incessantemente o termo e cobram ações para combatê-la. No dia 10 de junho, o Ministério Público Federal de São Paulo encaminhou ao Ministério da Saúde uma recomendação para que o órgão reconhecesse o termo, a partir de então, o termo é legitimamente reconhecido, porém, manteve a decisão de não usar esse termo em suas normas e políticas públicas.

 

Debates em relação aos inúmeros casos de violência obstétrica em geral,  tomaram força nos últimos anos e campanhas à favor do parto humanizado tem tomado grandes proporções, visando amenizar o sofrimento das gestante, garantindo  maior conforto e segurança para mãe e filho.

 

Foto Ilustrativa: Facebook

 

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